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{{Ficha de grupo étnico |nombre = Botocudos |otros nombres = Gren, Aimoré, Borum,<br />Aranãs, Krenak |imagen = Familia botocudo.jpg |imagen_tamaño = 270px |descripción = Botocudos atravesando un río luego de una cacería (Dibujo de Maximiliano de Wied) |ubicación = {{BRA}} |población = 900 |idioma = |religión = |desaparición = |relacionados = [[Pueblo cáingang|káigang]], [[xokleng]] |asentamiento1 = Resplendor,<br />[[Minas Gerais]]<br />Tierra Indígena Krenak |población1 = 319 |ref1 = |asentamiento2 = Araçuaí, [[Minas Gerais]]<br />Tera Indígena Aranã |población2 = 362 |ref2 = |asentamiento3 = Carmesia, [[Minas Gerais]]<br />Fazenda Guarani |población3 = 100 |ref3 = }} [[Imagen:Botokuden-Hunter.jpg|thumb|270px|Cazadores botocudo en 1928]] El término '''botocudos''' es la denominación dada por los [[Portugal|portugueses]] a los indígenas pertenecientes a grupos de diversas filiaciones lingüísticas y regiones geográficas, debido al uso de discos ("botoques") labiales y auriculares. También llamados [[aimorés]], pertenecían al grupo [[Macro-Gê]] y vivían desde el sur del actual estado brasileño de [[Bahía (Brasil)|Bahía]] hasta el norte de [[Espírito Santo]] y la región del valle del e [[río Doce]], e el oriente de [[Minas Gerais]]. Todavía existen botocudos en las cuencas de los ríos [[Río Mucuri|Mucuri]] y [[Río Pardo (Bahía)|Pardo]]. <!--Em maior número na época das primeiras incursões do branco, eram conhecidos pelo apelido de botocudos derivado do uso que faziam de botoques, acessórios que na verdade eram peças arredondadas, as vezes até de grandes dimensões, que fixavam nos lóbulos das orelhas e nos lábios, conferindo-lhes aparência particularmente assustadora. Também se caracterizavam por sua violência. Em várias citações consta que tinham o costume da [[antropofagia]], atacando aldeias dos [[puris]] ou [[goitacases]], seus adversários tradicionais, ou caravana de viajantes e até fazendas dos sesmeiros, incendiando o que encontravam no caminho. ==Antes do descobrimento== Os índios eram os donos da terra e habitavam o [[Monte Pascoal]] antes do [[descobrimento do Brasil]]. Tinham rituais de canibalismo e costumes eram bem diferentes das demais tribos{{carece de fontes}}. Logo após o descobrimento, os Botocudos começaram a sofrer as consequências da colonização. Suas terras foram tomadas e a sua mão de obra escravizada até que o português passou a usar o trabalho escravo do negro, que ainda gerava mais lucro com o tráfico negreiro. ==Após o descobrimento== Quando os portugueses chegaram ao que hoje se chama [[Espírito Santo (estado)|Espírito Santo]], encontraram muitíssimas culturas indígenas que sobreviviam pela caça, pesca, coleta e pequena agricultura de subsistência. A que ocupava mais territórios e mais resistência ofereceu ao branco foi justamente a dos botocudos. ==Século XVI== Botocudo é definido na [[Enciclopédia Delta Universal]] como sendo: {{quotation|o nome de vários grupos indígenas brasileiros de línguas diferentes, pertencentes ao [[tronco Macro-Jê]], que no [[século XVI]] habitavam as costas das capitanias hereditárias de [[Ilhéus]] e [[Porto Seguro]], possivelmente vindos do interior.|Enciclopédia Delta Universal}} ==Século XX== [[Archivo:Botocudos-Chief-Brasil.jpg|thumb|Chefe de botocudos, Giulio Ferrario, ca. 1830]] Alguns destes grupos sobreviveram até o [[século XX]] nas matas localizadas entre o [[rio Jequitinhonha]] e o vale do [[rio Doce]], nos Estados da Bahia, de [[Minas Gerais]] e do Espírito Santo. Os remanescentes dos grupos que viviam nos rios Mucuri e Jequitinhonha foram reunidos na missão de [[Itambacuri]], em Minas Gerais, onde desapareceram. Os grupos do rio Doce, pacificados em 1911, foram recolhidos a postos situados no Espírito Santo e em Minas Gerais. Os botocudos são também chamados aimorés, boruns ou guerens.» {{quotation|'''Botocudo''' é indígena da tribo dos botocudos, de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia (Aimorés), a qual usava botoque, e cuja língua, antigamente considerada como Je, é hoje tida como isolada.|[[Aurélio Buarque de Hollanda]]}} Grandes corredores e guerreiros temíveis, foram os responsáveis pelo fracasso das capitanias de [[Ilhéus]], [[Porto Seguro]] e Espírito Santo. Sempre foram vizinhos temidos. Antes do descobrimento do Brasil, haviam desalojado os tupiniquins de suas terras ao Sul da Bahia. O contato com os brancos nem sempre lhes foi vantajoso. Aprenderam, por exemplo, a lavrar a terra, mas também aprenderam a fumar e tornaram-se bebedores habituais de aguardente. Os narradores que acompanhavam as [[entradas e bandeiras]] e tinham a desventura de encontrar os botocudos deixaram registradas sua violência e agressividade. Vários historiadores citam violentos ataques dos botocudos. {{quotation|Dom [[Frei João da Cruz]], por provisão de 15 de outubro, criou ali (Abre Campo) uma freguesia com título de Santa Ana e Senhora do Rosário da Casa da Casca. A paróquia, no entanto, não pode manter-se por muito tempo, em razão sobretudo de haver sido quatro ou cinco vezes atacada e uma vez literalmente arrasada a fogo pelo selvagem botocudo.|cônego Raimundo Trindade, falando sobre a instalação de uma paróquia em [[Abre-Campo]], em Minas Gerais, referindo aos botocudos}} {{quotation|ele suplicante e os mais moradores do mesmo Arrayal e Rossas Vizinhas estão nescessitando de quem lhe administre os Sacramentos da Igreja e lhes dê o pasto Spiritual, havendo daí grande distância e dificuldades de caminhos para as Igrejas de [[São José da Barra]] e [[Furquim]], como são serras muito ásperas para passar, e perigosas, e infestadas de Gentio Brabo.|José do Valle Vieira, em uma petição para instalar esta mesma freguesia}} A provisão de D. Frei João da Cruz citada antes tem um trecho («e que tendo elles suplicantes várias vezes procurado sacerdote para lhe confessar a custa de suas Fazendas, todos se escusaram com o temor do caminho, e gentio») que ilustra o feito dos botocudos, abundantes na região. Conquistados definitivamente no início do [[Século XX]], com a instalação da EFVM - [[Estrada de Ferro Vitória a Minas]]. ====As primeiras notícias==== (Algumas informações abaixo são da página na internet, sem autor:<ref>{{citar web|url=http://web.archive.org/web/http://www.pontenova.com.br/historia.html | título = Os primeiros habitantes | acessodata=[[17 de dezembro]] de 2009}}</ref>) As primeiras notícias sobre eles remontam ao século XV. [[Gabriel Soares de Sousa]], em sua relação das costas do Brasil, fornece-nos descrição dos [[aimorés]] (nome dado aos botocudos), sua vida e seus costumes, considerando-os descendentes dos [[tapuias]], o que estudos posteriores não confirmaram. Os botocudos (alguns davam a si mesmos o nome de ''engerakmung'') habitavam as costas brasileiras, e no período de seu máximo desenvolvimento, dominavam entre as latitudes sul de 13 graus a 23 graus. No início do século XIX, já estavam confinados entre os rios Doce e Pardo (15 graus a 20 graus de latitude sul). ====A descrição e os costumes==== [[Archivo:Familia botocudo.jpg|thumb|Botocudos atravessam rio após caçada]] A menção do seu nome e a conotação de que seus botoques ´desfiguravam o rosto´ despertaram, na mente do colonizador português, imagem de fealdade e inimizade, num estereótipo não coincide com as descrições. Já no século XVI eram considerados maiores e mais robustos que os outros. Mas os estudiosos os apresentaram como fortes, ora como musculosos, ora como bem conformados, geralmente baixos, de [[caixa torácica]] larga e achatada na parte anterior, tronco alongado, mãos e pés pequenos, pernas finas e pescoço curto. O crânio do homem apresentava « uma fronte baixa e às vezes bastante inclinada para trás, o occiptal deprimido e as têmporas ligeiramente conexas.» *Observou-se também que sua altura era mediana e não baixa, como se dizia, o que parece mais com a realidade. O príncipe [[Maximilian von Wied-Neuwied|Maximiliano de Wied]] os considera "mais bonitos que os demais" e [[Auguste de Saint-Hilaire|Saint-Hilaire]] afirma que se esquece sua feiúra "por uma fisionomia mais franca" (que a dos índios das outras tribos) e um "ar de alegria". Têm pés delicados, mãos fortes e são espadaúdos. Não há acordo, também, quanto à cor. Uns os declararam canela-claro; outros, amarelo para o pardo, em virtude do "sol e da sujeira". As orelhas e os lábios inferiores são deformados pelos botoques, discos brancos feitos, em geral, de madeira leve da barriguda (''[[Bombax]] ventricosa''), secados ao fogo, de tamanho variado, chegando até 12 centímetros. Andam geralmente nus, sendo que alguns homens usam estojo peniano de folhas trançadas de ''issara'' a que dão o nome de ''gincann''. *As casas, devido às constantes caminhadas dos membros da tribo, eram de rápida feitura, em geral folhas de palmeiras encostadas aos pares, onde os poucos utensílios domésticos (vasilhas de taquaraçu para água ou cachaça) ficavam ao chão, onde também dormiam. *A família era poligâmica. O casamento resultava da vontade dos cônjuges e de seus pais, independente de cerimônia. Dissolvia-se facilmente. As mulheres e os filhos trabalhavam arduamente e obedeciam ao marido e ao pai. Além da coleta e da pesca, competia à mulher a construção da choça e o transporte de volumes, inclusive os filhos pequenos, carregados às costas ou pelas mãos. Quanto à religião, não há muitos registros sobre os seus sistemas de crenças. Havia entre eles um exorcismo para afastar dos mortos os demônios (pequenos e grandes) com fogueiras acesas perto do túmulo, geralmente por parentes. A lua era venerada como Iam. ====Na história moderna do Brasil==== [[Archivo:Rugendas indiobotocudo.gif|thumb|Índio botocuda. Por [[Rugendas]].]] Até meados do século XIX, foram exclusivamente caçadores, competindo a pesca e coleta às mulheres e crianças. No século XVI eram famosos como «salteadores» de roças dos colonos. A caça era feita ora isoladamente, ora em grupo mas cada grupo tinha uma área especial. O arco e a flecha eram os instrumentos usados, havendo-os de três tipos: guerreiro, farpado e para caçar animais pequenos. Não usavam embarcações, que desconheciam, o que é estranho em região, ao contrário do dito por Métraux. Talvez tenham aprendido a nadar com o branco, ou outros índios, pois causava espécie a [[Gabriel Soares de Souza]] que eles não o soubessem, ao passo que [[Maximiliano de Wied]] já os vai declarar hábeis nadadores e trepadores de árvores. Pelo menos sete tribos, tendo à frente os [[pataxós]] se juntaram contra os botocudos na chamada região do [[Rio Cricaré|Cricaré]] (hoje, [[Conceição da Barra]], [[São Mateus (Espírito Santo)|São Mateus]] e [[Nova Venécia]]), unindo os índios: *maconis; *malalis; *capuchos; *cumanchos; *machacas; *panhamis. Diz-se que no Espírito Santo o conde de Linhares, cuja fazenda no [[rio Doce]] era muito atacada pelos botocudos, em célebre proclamação incitou à guerra contra eles, ordem que, de acordo com o testemunho de Maximiliano de Wied, era fielmente seguida pelo oficial subalterno de [[Riacho]] e provavelmente por quartéis ao longo da costa norte do Espírito Santo. Os registros das expedições anteriores ao século XIX mostram que não atravessavam florestas onde viviam botocudos: nem [[Espinosa]], nem [[Tourinho]], ou [[Theodor W. Adorno|Adorno]], [[Martim Carvalho]], o coronel [[Bento Lourenço Vaz de Abreu Lima]] e [[Francisco Teixeira Guedes]]. Ninguém saía ileso de confrontos com eles. Apenas com a ocupação maciça no século XIX os colonos conheceram a vitória sobre os botocudos. As propostas de paz posteriormente feitas se traduziram em tolerância de penetração no seu território. Os que trataram os índios de maneira simpática lograram tal intento, como [[Teófilo Ottoni]], [[João Felipe Calmon]], os frades [[Serafim Gorízio]] e [[Angelo Sassoferrato]], que todos aproveitaram os ensinamentos humanitários do comandante francês [[Guido Marlière]], que trabalhou com os nativos da região do vale do aço atuais municípios de [[Ipatinga]]/MG, [[Timóteo]]/MG, [[Coronel Fabriciano]]/MG, [[Marlíeria]]/MG, [[Jaguaraçu]]/MG no início do século XIX. ====Classificações==== Os [[jesuítas]] haviam tentado classificar os índios , agrupando-os de acordo com a região que habitavam e a Língua usada. Numerosos antropólogos vêm criando classificações diversas, todas, entretanto, tendo como base a linguística e desconsiderando, quase que por completo, as demais características culturais. A grande diversidade dessas características, com certeza, impede que o trabalho de classificação do indígena do Brasil seja concluído de forma ampla e cientifica. Atualmente, considera-se a classificação do professor [[Aryon Dall'Igna Rodrigues]] como uma das mais completas. Seu estudo também utiliza os princípios linguísticos e estabelece seis grupos ou troncos. Segundo ele, o tronco [[macro-jê]], ao qual pertencem os botocudos, ou aimorés, é subdividido em cinco famílias: * [[Línguas jês|família jê]] * [[Línguas maxacalis|família maxacali]]: [[Língua maxacali|língua]] dos [[maxacali]]s; * [[Línguas fulniôs|família fulniô]]: [[Língua fulniô|língua]] dos [[fulniô]]s; * [[Línguas bororas|família bororo]]: [[Língua borora|língua]] dos [[bororo]]s; * língua não-classificada em família: [[Língua carajá|língua]] dos [[carajá]]s.--> == Historia y costumbres == [[Archivo:E11 p9.jpg|thumb|270px|Familia de indios botocudos.]] Los botocudos se caracterizaban por su violencia. Varios testimonios aseguran que eran antropófagos y atacaban a los pueblos de goitacases y puris, sus adversarios tradicionales, o caravanas de viajeros e incluso fincas de colonos, incendiando lo que encontraban a su paso. Las primeras noticias sobre ellos datan del {{siglo|XVI||s}}. Gabriel Soares de Sousa, en su relación de las costas de Brasil, ofrece una descripción de los aimoré (nombre dado a botocudos), su vida y sus costumbres, considerándolos descendientes de los [[tapuias]], algo que más tarde los estudios no han confirmado. Los botocudos (algunos se daban a sí mismos el nombre de engerakmung) habitaban la costa brasileña entre las latitudes de 13º a 23º sur. En el {{siglo|XIX||s}}, ya habían quedado confinados entre los ríos Dulce y Pardo (15º a 20º de latitud sur). Diversos estudiosos del {{siglo|XIX||s}} los describen en general como fuertes, bien conformados, de estatura baja o media, caja torácica larga y achatada en la parte anterior, tronco alargado, manos y pies pequeños, piernas finas y cuello corto. Se deformaban las orejas y los labios inferiores por medio de botoques, discos blancos hechos, generalmente, de madera de barriguda (Bombax ventricosa), secados al fuego y de tamaño variable, llegando a los 12 cm. Por lo general andaban desnudos, y algunos hombres usaban fundas para el pene realizadas con hojas trenzadas de Issara. Sus viviendas, debido a los desplazamientos constantes de los miembros de la tribu, eran de fácil y rápida construcción, en general hojas de palma y ramas apoyadas sobre estacas, donde los pocos utensilios domésticos estaban en el suelo, donde también dormía. La familia era [[polígama]]. El matrimonio resultaba de la voluntad de los esposos y padres, independientemente de la ceremonia, y se disolvía fácilmente. Las mujeres y los niños trabajaron duro y obedecían a su marido y padre. Además de la recolección y la pesca, correspondía a las mujeres construir las cabañas y transportar la carga, incluidos los niños pequeños. En cuanto a la religión, no hay muchos registros sobre sus creencias. Entre ellas había un exorcismo para ahuyentar a los demonios de las tumbas de los muertos, realizando hogueras cerca de estas, por lo general por parte de los familiares. Hasta mediados del {{siglo|XIX||s}}, sólo fueron cazadores y recolectores, siendo la de pesca y la recolección tarea de las mujeres y los niños. La caza la realizaban los hombres individualmente o, a veces, en grupos, pero cada grupo tenía un área especial. El arco y la flecha eran los instrumentos utilizados. No usaban embarcaciones, lo cual es raro en la región, y tal vez aprendieron a nadar de los blancos o de otros indios, ya que Gabriel Soares de Souza afirma que no sabían hacerlo, mientras que el príncipe [[Maximiliano de Wied]] ya los califica como hábiles nadadores y trepadores de árboles. El contacto con los blancos no siempre les fue ventajoso. Aprenderán, por ejemplo, a labrar la tierra, pero también aprenderán a fumar y se volverán bebedores habituales de [[aguardiente]]. Grandes corredores y guerreros temibles, fueron los responsables del fracaso de las capitanías de Ilhéus, Porto Seguro y Espírito Santo. Siempre fueron vecinos temidos. Antes del descubrimiento de Brasil por parte de los europeos, habían desalojado a los [[tupinaquis]] de sus tierras al sur de Bahía. Ya desde el {{siglo|XVI||s}} fueron famosos como «salteadores» de las haciendas de los colonos blancos, lo que motivó las represalias de estos. Se dice que en Espírito Santo el conde de Linhares, cuya hacienda en el río Doce era muy atacada por los botocudos, en una célebre proclama instó à la guerra contra ellos, orden que, de acuerdo con el testimonio de Maximiliano de Wied, era fielmente seguida por lo oficial subalterno de Riacho e probablemente por los cuarteles a lo largo de la costa norte do Espírito Santo. Los registros de las expediciones anteriores al {{siglo|XIX||s}} muestran que estas no atravesaban los bosques donde vivían botocudos: ni Espinosa, ni Tourinho, Adorno, Martim Carvalho, el coronel Bento Lourenço Vaz de Abreu Lima y Francisco Teixeira Guedes. Nadie salía ileso de los enfrentamientos con ellos. Solo con la ocupación masiva en el {{siglo|XIX||s}} los colonos conocerán la victoria sobre los botocudos. Las propuestas de paz posteriormente hechas se traducirán en tolerancia para entrar en su territorio. Los que trataron a los indios de manera amistosa lograron tal propósito, como Teófilo Ottoni, João Felipe Calmon, los frailes Serafim Gorízio y Angelo Sassoferrato, que aprovecharon las enseñanzas humanitarias del comandante francés Guido Marlière, que trabajó con los nativos de la región do vale del acero, en los actuales municipios de Ipatinga, Timóteo, Coronel Fabriciano, Marlíeria y Jaguaraçu (Estado de Minas Gerais) a inicios del {{siglo|XIX||s}}. Algunos grupos de botocudos sobrevivirán hasta el {{siglo|XX||s}} en los bosques situados entre el río Jequitinhonha y el valle del río Doce, en los Estados de Bahía, de Minas Gerais y Espírito Santo. Luego, los restos de los grupos que vivían en los ríos Mucuri y Jequitinhonha fueron reunidos en la misión de Itambacuri, en Minas Gerais, donde desaparecerán. Los grupos del río Doce, pacificados en 1911, fueron reunidos en reservas situadas en Espírito Santo y Minas Gerais. == Grupos == [[Archivo:Rugendas indiobotocudo.gif|thumb|Indio botocudo (Dibujo de [[Johann Moritz Rugendas]])]] Muchos fueron los grupos indígenas denominados ''botocudos'', debido al uso de ornamentos labiales y auriculares ("botoques"), independientemente del grupo etnolingüístico al que pertenecieran: * [[aranã]]s (todavía considerados botocudos); * [[bacuéns]]; * [[caingangues]]; * [[cracmuns]]; * [[crenaques]] (todavía considerados botocudos); * [[eteuetes]]; * [[guticraques]]; * [[jiporoques]]; * [[maconis]]; * [[malalis]]; * [[minhajiruns]]; * [[mokuriñ]]s (todavía considerados botocudos); * [[nacnenuques]]; * [[nacrerrés]]; * [[naques-nhapemãs]]; * [[nepes-nepes]]; * [[panhames]]; * [[pejaeruns]]; * [[pojixás]]; * [[tacruques-craques]]; * [[xetás]]; * [[xoclengues]] (del estado de [[Santa Catarina]]). == Referencias == {{listaref}} == Enlaces externos == {{traducido ref|pt|Botocudos}} {{Control de autoridades}} [[Categoría:Pueblos indígenas de Brasil]] [[Categoría:Historia de Brasil]] [[Categoría:Historia de Minas Gerais]]
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